Adoção de crianças com Síndrome de Down

O processo de adoção envolve regras legais, é demorado e requer muita responsabilidade. A idade mínima para se habilitar à adoção é 18 anos, independentemente do estado civil, desde que seja respeitada a diferença de 16 anos entre quem deseja adotar e a criança a ser acolhida. O número de pretendentes, porém, sempre esteve maior que o número de crianças pois a maioria quer crianças mais novas e muitas famílias ainda traçam um perfil baseado nas relações racialmente instituídas no Brasil.

(Foto: Reprodução dicasdefisioterapia.com)

O Cadastro Nacional de Adoção pede a identificação do perfil da criança desejada. É possível optar por sexo, idade, tipo físico e condições de saúde. O candidato passa por uma avaliação de estilo de vida, renda financeira e estado emocional feito por profissionais de psicologia e serviço social.
Por fim, o juiz dá seu parecer e aprova/reprova o Certificado de Habilitação para Adotar, válido por dois anos em todo o território nacional. Segundo o Movimento Down, os procedimentos para a adoção de uma criança com Síndrome de Down ou outra deficiência são exatamente os mesmos e o processo costuma ser mais rápido porque há uma procura menor por essas crianças.

Dados do Relatório de Pretendentes Cadastrados para Adoção.

O Conselho Nacional de Justiça disponibiliza relatórios estatísticos do número de pretendentes e crianças no Cadastro. Assim, é possível identificar o total de pretendentes que aceitam crianças com alguma deficiência ou que foram diagnosticadas na Lei de Declaração de Nascido Vivo (DNV)

Casos de Adoção

No Canadá, o casal de mulheres Holly e Alex adotou um bebê com Síndrome de Down em 2014. Holly explicou que, em sua juventude, ela e uma menina com Síndrome de Down eram melhores amigas. Essa amizade a marcou e teve influência sobre sua decisão de ter filhos. Depois de 4 anos, elas adotaram mais um menino com Síndrome de Down. Hoje, os irmãos Jaxson e Niko são melhores amigos e fazem tudo juntos. 

Outro caso de adoção e amor incondicional é o de Luca Trapanese. O rapaz italiano fazia trabalhos voluntários relacionados a crianças com T21 desde os 14 anos. Contudo, em uma dessas ocasiões, ele encontrou a pequena Alba, que tinha um mês de vida e abandonada no hospital pelos pais, adotou-a. Por ser solteiro, homossexual e ainda ter adotado uma criança com uma Síndrome de Down, o escritor convive de perto com o preconceito. 

A adoção é uma forma de acolher o amor, de ser lar e abrigo. Os olhos estão vendados para todo o tipo de preconceito e limitação. Dessa forma, a família pode ser 2, como também pode ser 4. Quando o cromossomo vem a mais, o amor duplica.

Referências:
http://www.movimentodown.org.br/
https://home.naoacredito.com.br/holly-e-alex/
https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/comportamento/pai-viraliza-apos-adotar-bebe-down-rejeitada-por-20-familias
https://revistacrescer.globo.com/Familia/Novas-familias/noticia/2018/12/homem-solteiro-fala-sobre-experiencia-de-adotar-menina-com-sindrome-de-down-rejeitada-por-sete-familias.html

 

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