Arte feita por pessoas com Síndrome de Down

Conheça cinco empreendedores que fizeram da paixão artística um negócio

A arte é uma parte muito importante das nossas vidas. Enquanto crianças, desenvolvemos a nossa criatividade por meio de pinturas e desenhos. Já adultos, consumimos obras como hobby, por prazer ou por relaxamento. Outro papel importante da arte é a comunicação. Sentimentos são transmitidos por meio de cores e traços, que não diriam o mesmo se estivessem escritos ao invés de representados por imagens. 

Para pessoas com Síndrome de Down, a manifestação artística pode ser um meio muito útil de expressão e de materialização de opiniões e pensamentos. Às vezes, por faltar palavras, ou por não serem oferecidos espaços para essas pessoas se manifestarem, cabe a arte dar voz. Nesse texto, você vai conhecer artistas que compartilham conosco as suas visões de mundo por meio de projetos estéticos e que fazem dessa paixão, um negócio.

Kasia Puciata

Quando Kasia nasceu, era vergonhoso para uma família ter uma criança com Síndrome de Down. Após a morte de seu pai, Puciata encontrou nas pinturas uma maneira de expressar a dor da sua perda. Kasia ficou famosa quando um crítico viu uma de suas pinturas e a declarou uma talentosa artista polonesa. Depois disso, a pintora já expôs na Wojciech Wróbel Gallery e no Polish Art Museum em Chicago. Seus quadros já marcaram presença na Alemanha e na França também. 

Kasia Puciata (Foto: The Mighty)


Alan Téllez 

Téllez é mexicano e começou a sua carreira aos 17 anos. Após passar pelo Instituto Municipal de Belas Artes e ter aulas particulares, realizou a sua primeira exposição em 2010 no Instituto Veracruzano de Cultura. Daí para frente, Alan só cresceu mais e mais. Ele já passou por Nova York, Califórnia e Seul (capital da Coréia do Sul). O artista é conhecido pela imprensa como o colorista de sonhos e tem seu trabalho relacionado a dois pintores queridos por ele, Joan Miró e Pablo Picasso. Um de seus projetos mais recentes foi representar vários tipos de rostos, com objetivo de mostrar como todos somos diferentes. Alan Téllez também trabalha com organizações humanitárias. Ele é um embaixador da ONU e já atuou com instituições não governamentais pelos direitos das crianças. 

Las Gamelas, Alan Téllez (Foto: alantellez.com)


Christian Royal

Quando criança, Christian se interessou por argila e por isso, começou a fazer cerâmica como parte da sua grade escolar. Depois de realizar aulas em casa com professores, Royal teve a oportunidade de aprender mais sobre a técnica com profissionais renomados do mercado. Desde então, o rapaz vem desenvolvendo a sua assinatura, que são peças que incorporam folhas e laços. 

Christian trabalhando em uma peça (Foto: christianroyalpottery.com)


Judith Scott

Judith Scott nasceu surda, mas como seus pais não tinham recursos na época, todos achavam que ela não compreendia o que era falado por causa de sua deficiência intelectual. Após viver numa instituição por 30 anos, mudou-se para a casa de sua irmã, onde passou a conviver com a sua família. Judith começou a se relacionar com a arte sem querer, ela gostava de criar peças a partir de pedaços de bamboo e também de vários tipos de tecido. Por outros artistas, Scott é respeitada por produzir esculturas extremamente pessoais. A arte de Judith já rodou o mundo e ocupou museus famosos, como o MoMA em Nova York. 

Judith Scott (Foto: Pinterest)


Sarina Rosalie Favazza

Sarina é descendente de italianos e reside em Massachusetts. Por mais de 13 anos, ela trabalhou numa mercearia, até que percebeu que gostaria de se expressar mais, de poder ter mais voz dentro de um negócio. A partir dessa vontade, ela abriu um ateliê com a sua irmã. Sarina pinta quadros e faz montagens com objetos que encontra na natureza, como galhos e pedras. 

Sarina Rosalie Favazza (Foto: yahoo.com)

Textos de apoio:

Artistas incríveis com Síndrome de Down

Site Oficial Alan Téllez

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