capacitismo

Capacitismo, o que é e como evitar?

O que é capacitismo?

É o ato de entender que a pessoa com deficiência é incapaz ou inferior a pessoa sem deficiência. Isso ocorre quando a deficiência é enxergada como um problema de saúde, como se fosse uma doença. Por isso, quem é PCD (pessoa com deficiência) é vista como um enfermo. Tratar de maneira diferente pessoas que não correspondem ao corpo padrão, como se eles não tivessem os mesmos direitos, ou não estivessem aptos como os outros indivíduos, é capacitismo.

O capacitismo, ao dar enfoque na deficiência e não na pessoa, faz com que a PCD seja vista como secundária. Como se a deficiência viesse antes do indivíduo. Uma frase que reforça esse pensamento é o “Portador de Deficiência”, que dá a impressão de que a pessoa porta uma deficiência, como alguém porta uma bolsa. É como se a deficiência fosse externa à pessoa. O termo mais utilizado e reconhecido pela ONU é pessoa com deficiência, pois enfoca na humanidade do ser, antes da deficiência. 


Foto: Reprodução Inclusive.org

Casos de Capacitismo / O que evitar

  • Lidar com a pessoa com deficiência como se ela fosse uma coitada, ou necessitasse de um conserto. Achar que ela é merecedora de pena. 
  • Criar uma visão de que a PCD é um anjo inocente e que não sente raiva, tristeza, frustração, etc.
  • Infantilizar a pessoa com deficiência. 
  • Tratar a pessoa com deficiência como um herói, como se o mundo não fosse feito para ela e que ela é muito corajosa de sobreviver. Nesse caso, o problema de assumir essa posição é que isso afirma que quem é a peça sobrando é a PCD, sendo que o incorreto são os espaços públicos, pois só foram projetados para o uso de pessoas de corpo e atitudes “padrão”.
  • Xingar chamando de bipolar, autista, ou retardado, como se cada uma dessas condições fosse inferior às outras.
  • Achar que o indivíduo precisa ter uma deficiência física para ser considerado PCD.

Por que existe o capacitismo?

A deficiência é uma condição social que resulta da expectativa de que todos os corpos funcionem do mesmo jeito. Então, quem foge a esse padrão é considerado um erro. Na sociedade que vivemos hoje em dia parece que quem possui uma deficiência ocupa menos espaços, mas isso não é culpa do indivíduo. Não há nada de errado em não preencher todos as expectativas quanto ao “padrão”. Incorreto é não incluir essas pessoas na sociedade e não pensar em espaços acessíveis para todos. Numa comunidade ideal, os ambientes públicos estariam planejados, ou seriam pelo menos seguros para indivíduos de realidades variadas. 


Foto: Reprodução Facebook

Um termo que se relacionada a essa reflexão é o  “necessidades especiais”. Por que falar que a PCD tem necessidades especiais é incorreto? Pois as necessidades não são especiais, são as mesmas do que todos os outros seres humanos: liberdade, dignidade e independência. A questão novamente é que os espaços e as pessoas não estão preparadas para fornecer esses direitos às pessoas com deficiência, e por isso parece que eles são indivíduos discrepantes.

Além da necessidade do mundo mudar para abraçar as PCD, é necessário dar mais espaço para que elas estejam presentes em mesas de decisões e debates. Ao decidir pela pessoa com deficiência, ela é privada de escolher por si e mostrar que ninguém precisa se pronunciar por ela. 

Está errado ajudar a pessoa com deficiência?

Não. Todos podemos nos ajudar. A grande questão é você assumir que a PCD precisa de ajuda por causa da deficiência. Sempre que quiser ajudar, pergunte! 

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Textos de apoio:

https://www.infoescola.com/sociologia/capacitismo/

https://www.accessliving.org/newsroom/blog/ableism-101/

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