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Inclusão: Ser incluído e saber incluir

Por Rosana Miranda, Psicóloga e Coordenadora da Fundação FIAINE

A verdadeira inclusão só ocorre quando tratamos o outro com amor, acolhimento, respeito e estímulo, para que cada um desenvolva, ao máximo, suas capacidades cognitivas, de acordo com suas habilidades e limitações.

Veja que falo de forma genérica, pois todos nós possuímos talentos especiais e deficiências também, esse é o ponto, precisamos nos libertar de conceitos pré concebidos, sobre o que é uma limitação cognitiva, as quais todos nós temos, porém as atribuímos às pessoas que trazem na fisionomia características diferentes e ao mesmo tempo iguais entre elas, como se isso pudesse determinar suas limitações, sem nenhum questionamento e ou investimento em sua habilidades, que por sinal são inúmeras.

Entendendo melhor sobre a Síndrome de Down

O cromossomo 21 é o menor cromossomo de todos. Quando em vez de dois cromossomos 21 (um proveniente da mãe e outro do pai) a pessoa tem três cromossomos 21, chamamos de Trissomia do 21 ou Síndrome de Down. Nesta situação, o pai ou a mãe, mandou dois cromossomos em vez de um. Isso ocorre por um erro chamado não disjunção (não separação) durante a gametogênese (produção de óvulos e espermatozoides).

Qualquer mulher, em qualquer idade, pode vir a gerar uma criança com Síndrome de Down e isso não pode ser ignorado e muito menos temido. A falta de informação e o preconceito é o que podem transformar uma grande benção, que é o convívio com pessoas tão maravilhosas, em angústia e tristeza. O amor é a palavra chave. É importante que tratemos pessoas com síndrome de down com amor, respeito e dignidade, para que possam contribuir, com seus talentos, melhorando nossa sociedade. Nenhuma criança deve ser separada das outras por apresentar alguma diferença ou necessidade especial. Além disso, esta integração assume a vantagem de existir interação entre crianças, procurando um desenvolvimento conjunto, com igualdade de oportunidades para todos e respeito à diversidade humana e cultural. 

Mais amor e menos estigmas

Está mais do que provado que pessoas com Síndrome de Down são absolutamente capazes de se desenvolverem plenamente, podendo estudar, trabalhar, se casar e ter filhos. Na verdade, a maior diferença que eles demonstram em relação às pessoas que não possuem essa síndrome, é a capacidade de amar indiscriminadamente, todas as criaturas… O mundo precisa, desesperadamente, desse amor, então eu pergunto: como podemos ignorar suas necessidades e apartá-los do convívio social, se eles têm tanto a ensinar?

Pessoas com comprometimentos cognitivos precisam de referências para se desenvolverem plenamente. É nesse ponto que entramos em discussão sobre o que é inclusão, que só ocorre quando tratamos o outro com amor, acolhimento, respeito e estímulo, para que cada um desenvolva suas capacidades cognitivas. Por isso, é necessário pensarmos para além dos estigmas, investindo na criação de um ambiente que os permita SER em suas essências.

Devemos ser inclusivos pela compreensão de que inclusão é muito mais do que um direito de todos, pois o “ser um direito” traz o estigma de que somos obrigados a incluir porque a lei exige ou por que é “politicamente correto”.

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