Mercado de Trabalho e Deficiência Intelectual

Especificamente as pessoas com deficiência intelectual, ocupam segundo o Ministério do Trabalho, 32.144 postos de emprego formal no país. Em 2013, eram 25.332, e em 2014 subiu para 29.132.

Nós nos expressamos, nos revelamos e nos expomos por meio do trabalho que realizamos!

Você concorda que o trabalho e sua consequente repercussão na vida dos indivíduos em particular e da sociedade como um todo é um dos mais marcantes aspectos da vida adulta?

Dentre os aspectos principais envolvidos na questão do trabalho, vamos ressaltar sua importância na autorrealização, na autoestima, na independência econômica, na autonomia, no prazer, na sensação de aceitação e principalmente no pertencimento:

Pertencer efetivamente a um grupo é poder trocar, cooperar e compartilhar ações, emoções, conquistas, descobertas, dúvidas, dificuldades e inseguranças…

Todo o investimento e o esforço despendidos pelo sujeito, pela família e pela sociedade durante o percurso educacional deveria ter a função de preparar o jovem para assumir responsabilidades e se integrar na sociedade com uma atividade produtiva.

No que tange ao desenvolvimento das pessoas com deficiência intelectual, é nítido o quanto já avançamos, quantas barreiras de pensamento já foram quebradas. No entanto, ainda há um grande descompasso entre o que se pensa e o que deve ser transformado na prática.

Os objetivos perseguidos pelos programas escolares e os resultados por eles obtidos não têm contribuído com a real preparação da pessoa com deficiência intelectual para a vida em sociedade, com tudo que ela representa. 

De acordo com uma pesquisa feita pelo NEFID ( Núcleo de Estudos sobre Família, Inclusão e Deficiência da UFJF) com Jovens Aprendizes com deficiência intelectual que possuem cargos ocupacionais no comércio, evidenciou-se que a falta de preparação profissional, as questões pessoais e socioemocionais dos aprendizes, bem como o despreparo das empresas em receber o trabalhador com DI são os fatores mais responsáveis pelo insucesso da inclusão no mercado de trabalho.

Está muito claro como os objetivos educacionais e aqueles destinados à preparação para o trabalho não se comunicam: os programas são estanques e se encerram em si mesmos, tendo por finalidade apenas o curso em si. E nesse contexto, é fundamental que família, comunidade, instituições de atendimento especializado, escolas e empresas formem redes de apoio que são essenciais ao desenvolvimento das pessoas com DI.

De acordo com a Psicóloga e Conselheira do Conselho Regional de Psicologia, Mariane Teixeira Netto Rodrigues:

“Há uma barreira atitudinal do desconhecimento pela sociedade. Além disso, um desconhecimento de quem são essas pessoas, o que consequentemente gera preconceitos em relação a suas limitações e falta de percepção de suas diferentes possibilidades”.

Por isso, a implementação de estudos que visem um melhor entendimento do processo de inclusão no mercado de trabalho, bem como seu impacto no desenvolvimento das pessoas com Deficiência Intelectual, torna-se de grande relevância para a compreensão do desenvolvimento humano e para a implementação e planejamento de políticas públicas de inclusão.

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