O audiovisual pela revolução da inclusão

O visual e o audiovisual se fortaleceram e ganharam mais reconhecimento há alguns anos, assim como a luta pela igualdade e inclusão. Em tempos de debates tão importantes sobre o preconceito com a população negra e a visibilidade de sua cultura (#BlackLivesMatter), trazemos a proposta de pensar na inclusão como forma de revolução através do audiovisual.

Quando falamos da inclusão, colocamos em pauta tudo o que é “marginalizado”, ou seja, a parte da população que é colocada à margem e/ou invisibilizada por questões estruturais. Dessa forma, cabe a nossa empatia, como indivíduo, de enxergar a realidade do outro e procurarmos maneiras de incluir, como coletivo, e ressaltar a importância dessa diversidade em todos os âmbitos da nossa vida.

Documentários Inclusivos

O audiovisual une formas de comunicação que combinam som e imagem, cumprindo o papel de se tornar uma arte inclusiva. Fizemos um post por aqui indicando algumas séries da Netflix que abordam o tema. Hoje trazemos outros materiais que direcionam essa perspectiva dentro da inclusão para pessoas com deficiência.

Crip Camp: Uma Revolução na Inclusão

O documentário, disponível na Netflix, foi dirigido por Nicole Newnham e Jim LeBrecht (um dos protagonistas) e com Barack e Michelle Obama entre os produtores executivos. Nele, é apresentado o Camp Jened, um acampamento hippie de verão no estado de Nova Iorque, que existiu entre 1951 e 1977, e representou uma das maiores experiências para algumas pessoas com deficiência que nele encontraram a liberdade na vida em sociedade. 

São apresentadas fotografias e vídeos de arquivo filmadas no acampamento, onde conhecemos os vários campistas e orientadores. E ao mesmo tempo, toda a luta e conquista dessas pessoas.

Longe da Árvore

O autor do livro “Longe da Árvore” , Andrew Solomon, foi diagnosticado com dislexia na infância. Tudo mudou durante a adolescência, quando o escritor assumiu sua homossexualidade, o que resultou em uma “frustração” para os pais.

Para entender os conflitos entre as expectativas de pais e filhos, Solomon estudou e pesquisou sobre o universo da diversidade, chegando a entrevistar mais de 300 famílias com filhos que fossem surdos, anões, com Síndrome de Down, autistas, esquizofrênicos, portadores de deficiências múltiplas e outras deficiências.

#PraCegoVer: No vídeo, apresenta-se o trailer do filme “Longe da Árvore”. As cenas, em sua maioria, abrangem pessoas com nanismo e imagens do autor do livro, Andrew Solomon.

O obra teve uma adaptação documental, dirigido e produzido pela Rachel Dretzin e conta com todos os recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva: legenda descritiva, audiodescrição e libras.

Por fim, vale destacar a importância do material audiovisual como uma forma de documentar, visibilizar, registrar o processo de luta.

Referências:
https://www.nytimes.com/2020/03/24/movies/crip-camp-review.html
https://www.dn.pt/cultura/crip-camp-o-documentario-produzido-pelos-obama–12137054.html
https://revistacrescer.globo.com/Diversao/Filmes-e-TV/noticia/2019/09/longe-da-arvore-com-sessoes-gratuitas-documentario-estreia-nesta-quinta-feira-19.html

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